sexta-feira, 6 de maio de 2016

O seu Labrador é inteligente? Sim, mas é sobretudo ganancioso


Os Labradores Retriever são os cães mais populares do mundo e não é difícil perceber porquê – são amigáveis, meigos, companheiros, bonitos e sobretudo, inteligentes. Mas um novo estudo veio mudar tudo aquilo que pensávamos saber acerca da sua inteligência

 Os labradores são os cães mais populares do mundo, apontados como das raças mais inteligentes. Um novo estudo veio agora comprovar que podem não ser os mais inteligentes, mas sim os mais gananciosos. E que a a razão para aprenderem tudo com afinco é, afinal, apenas ânsia por comida. Um estudo publicado no site Cell Metabolismconcluiu que estes animais fazem tudo com um objetivo: serem recompensados com comida no final.
A obesidade canina afeta entre 34% a 59% dos cães em países modernos e os Labradores Retrievers são das raças mais propícias a sofrer desta doença - eles são capazes de comer qualquer coisa a qualquer altura do dia. E a razão para isso pode ser genética.
Após donos de Labradores se queixarem aos veterinários do constante interesse deles em comida, Eleanor Raffan, cirurgiã veterinária e geneticista, e a sua equipa iniciaram um estudo em volta destes animais. “Sempre que há alguma coisa mais comum numa raça do que noutra, nós pensamos que a genética está envolvida” diz Raffan. Começaram por observar um grupo de 15 cães obesos e outro grupo de 18 com o peso ideal e analisaram três genes conhecidos por afetar o peso dos humanos.
A maioria dos Labradores com obesidade apresentou uma mutação no gene POMC que impede que produzam neuropeptídeos responsáveis por parar a fome após uma refeição.
Numa amostra maior, de 310 cães, os investigadores descobriram que nem todos os cães com a mutação genética são obesos e que nem todos os cães obesos possuem essa condição mas, em média, cada labrador afectado pesa 2kg a mais do que um não afectado.
A equipa de investigadores acredita que esta mutação se deve ao facto de estes caninos, originários da costa leste do Canadá, costumarem ser cães de trabalho e precisarem de comer muito para conseguirem efectuar as suas tarefas, cães motivados pela comida eram sempre os preferidos porque eram treinados com mais facilidade. Isto levou a que se reproduzissem cada vez mais e a mutação se espalhasse – mesmo que nos dias de hoje já não existam muitos Labradores de trabalho.
Curiosamente, esta modificação genética foi mais comum nos 81 cães-guia incluídos no estudo, afectando 76% desses cães. “Não tínhamos nenhuma razão inicial para acreditar que os cães de assistência seriam um grupo diferente” diz Eleanor Raffan. “Foi surpreendente. É possível que esses cães sejam mais motivados pela comida e por isso mais prováveis de serem seleccionados para programas de cães de assistência, que historicamente treinam usando comida como recompensa.” Mas Raffan avisa que os resultados podem ser um equívoco. “Ainda não estudámos cachorros e perguntámos se eles são mais prováveis de se classificarem como cães de assistência se tiverem esta mutação”.
O estudo descobriu que a mutação ocorre em 23% dos labradores retrievers baseando-se numa amostra de 411 cães do Reino Unido e dos Estados Unidos da América. Em 38 raças, a eliminação do gene POMC só está presente em Flat Coated Retrievers, raça que está relacionada aos Labradores, e o peso e comportamento foram afectados da mesma maneira.
Raffan comenta que “pode manter um cão com esta mutação magro mas tem que ter muito mais atenção”. Por isso, se o seu Labrador é desses que faz todos os truques e mais alguns em troca de um biscoito no final, tenha cuidado e não se deixe enganar pelo seu olhar querido.

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-05-06-O-seu-Labrador-e-inteligente--Sim-mas-e-sobretudo-ganancioso

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Paracetamol – Veneno para o seu animal
E quando me contaram que um animal estava muito mal e, há pelo menos 2-3 dias que não comia, durante a conversa, algo que o dono me disse, saltou bem à vista: Estava-lhe a fazer Benuron há 1 semana!  
Cá vem este post para lembrar toda a gente que não se deve dar medicação humana aos animais.
O metabolismo de cães e gatos é diferente do nosso. Eles não são "mini-humanos" aos quais se possa fazer "mini-doses"... Algumas moléculas precisam de doses maiores (que, para nós, humanos, seriam tóxicas) porque eles as metabolizam mais rápido, outras, pelo contrário, não as conseguem metabolizar e são extremamente tóxicas.

É o caso do Paracetamol.

Só para registo, o canídeo deveria ser visto, no domicílio, hoje às 10h mas morreu durante a noite, à meia noite...

Não foi o primeiro a aparecer-me com uma hepatite brutal e horrorosa anemia devido a um proprietário auto-medicar o seu animal com Paracetamol mas foi, certamente, o primeiro a morrer disso, sem que eu pudesse fazer fosse o que fosse...
O paracetamol é um fármaco anti-inflamatório e antipirético muito utilizado em Medicina Humana em diversas situações inflamatórias ou dolorosas. É um fármaco muito utilizado igualmente em pediatria, dada a sua elevada margem de segurança no ser humano. Acontece que, ao contrário da crença generalizada, este fármaco é extremamente tóxico para os animais de companhia, principalmente para os gatos mas igualmente para os cães.
Posso usar paracetamol quando o meu animal tem “febre”?

O paracetamol é o anti-inflamatório mais tóxico para os animais de companhia. Não deve nunca ser utilizado em nenhuma situação. Existem alguns fármacos próprios e aprovados para o uso em animais de companhia, sendo na maior parte dos casos fármacos não utilizados pelo ser humano. Esta especificidade deve sempre ser respeitada. Não deve medicar o seu animal sem consultar o seu médico veterinário.
Quais as consequências do uso de paracetamol?

O uso de paracetamol em animais de companhia provoca toxicidade aguda e grave nas células do fígado e do sangue. Os animais podem ainda apresentar edemas (inchaços) na face e nos membros. Poderá ainda reparar na coloração azulada das mucosas (lábios, conjuntiva do olho, etc) ou mesmo da pele devido à intoxicação a nível sanguíneo.
O meu animal pode morrer se tomar este medicamento??

Sim. O paracetamol pode ser mortal para um gato em doses relativamente baixas (um comprimido de 500 mg pode matar um gato adulto). Em cães, embora seja tóxico, a afecção é menos grave e raramente provoca intoxicação grave.
Não se esqueça que apenas o seu médico veterinário está qualificado para o aconselhar no tratamento do seu animal de companhia.


República da Bicharada - Clínica Veterinária Lda

quinta-feira, 31 de março de 2016

Cuidados a ter com cadelas grávidas

Cuidados a ter com cadelas grávidas

cruzamento deve ser acordado entre os donos dos cães para a altura do cio da mesma.Deve-se evitar o cruzamento de animais de raças diferentes com grande disparidade de tamanhos entre o macho e a fêmea, pois geralmente leva a complicações no parto.
Quando se pensa em acasalar uma cadela a alimentação é essencial, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início após o cruzamento e manterem-se até 15 dias após o desmame. A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. Aobesidade em uma cadela grávida pode ter consequências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura é um incómodo a evitar.


A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio deve ser ministrado com orientação do veterinário.
O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade. Os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e como consequência aparecem as cólicas intestinais. As cadelas de pequenas dimensões podem sofrer de eclampsia, falta de cálcio devido à amamentação pelo que é conveniente tratar com o seu veterinário de fornecer um suplemento de forma a prevenir esta situação.
Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por diacom quantidades menores de alimento de cada vezExercícios moderados até a época do parto são aconselhados.
Deve-se escolher um local onde a cadela possa efectuar o seu "ninho" de forma a ter as crias à sua vontade sem interferências. No caso de cadelas de grande porte, atenção a que inadvertidamente não esmaguem as suas crias. Deve-se tomar cuidado pois as cadelas podem tornar-se agressivas durante este período em defesa dos filhotes.
A saúde dos cachorros deve estar em primeiro lugar. Uma radiografia e ecografia de controlo são aconselhadas para a detecção do número de fetos e para verificar se se encontram vivos. Não deve de forma alguma tratar de todo o processo de cruzamento, gestação e parto sem uma visita ao veterinário. Se durante a gestação tiver surgido algum problema, este pode ser previsto e/ou evitado/minorado com o recurso a profissionais.
A alimentação dos cachorros pode ser complementada caso o leite materno seja insuficiente com o recurso a leites de substituição.

Autor: Hospital Veterinário Principal Dra. Cristina Alves

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ter como animal de estimação um cão traz inúmeros benefícios para a saúde



Ter como animal de estimação um cão traz inúmeros benefícios para a saúde do homem. 

Vários estudos têm analisado esta relação de amizade e têm comprovado os muitos pontos positivos para a saúde física e psicológica dos seus donos
Num estudo , publicado no “Journal of Physical Activity and Health”, foram analisados dados de uma grande pesquisa realizada nos EUA, em 2005, a qual entrevistou mais de seis mil pessoas sobre factores comportamentais de risco.
 Desse total, 41% dos participantes tinham um cão e, dentre estes, quase dois terços relataram que levavam o animal a passear durante, pelo menos, 10 minutos.
No total, os donos de cães mostraram-se 69% mais propensos a realizar actividades físicas nas horas de lazer. E também apresentaram uma probabilidade 34% maior de cumprirem os 150 minutos semanais de exercícios moderados ou vigorosos, recomendados pelos órgãos de saúde. “O cão pode ser um excelente motivador para actividades físicas. As pessoas que levam o cão a passear acabam por andar mais, cerca de uma hora a mais do que os 150 minutos semanais recomendados”, afirmou o autor do estudo, Mathew Reeves, professor de epidemiologia da Michigan State University, EUA, em comunicado enviado à imprensa.
À partida, quem tem cão terá uma probabilidade menor de sofrer de obesidade, mas não só.
Num desses trabalhos, realizado por uma equipa de investigadores australianos foi verificado que os donos de animais apresentavam a pressão arterial e os níveis de colesterol mais baixos – independentemente de factores como tabagismo, dieta, índice de massa corporal ou rendimento.

Além destes benefícios para a saúde física, outros estudos têm documentado cientificamente benefícios para a saúde mental, tais como uma diminuição da frequência cardíaca, redução dos sentimentos de abandono e de desesperança, um maior optimismo e uma menor tendência para a depressão.

A constatar a importância dos animais para a saúde emocional, uma investigação recente analisou os benefícios da terapia com animais de estimação, ao ajudarem na recuperação de doentes submetidos a cirurgias. 

Nesse estudo, da Universidade Loyola, nos EUA, os cientistas verificaram que os pacientes submetidos a cirurgia de substituição total da articulação, aqueles que efectuavam terapia com cães treinados necessitavam 50% menos medicamentos para a dor, comparados àqueles que não participaram na terapia.

Além destes benefícios, a ciência tem vindo a aproveitar as potencialidades dos cães para ajudar a diagnosticar certas doenças, incluindo certos tipos de cancro.
Um trabalho publicado em Janeiro no site da revista médica “British Medical Journal" (BMJ) dá conta de uma experiência realizada com a ajuda de um labrador treinado, que durante vários meses efectuou testes de olfacto entre os quais o de farejar amostras de fezes dos participantes, com o intuito de despistar cancro do cólon. 

Dos voluntários, 48 pessoas tinham sido diagnosticadas com cancro do intestino e 258 voluntários não tinham a doença. 
Contudo, uma em cada 10 apresentava problemas intestinais, como doença inflamatória do intestino, úlceras, diverticulite e apendicite.

Segundo os autores do estudo, o cão conseguiu identificar a presença de tumor com 95% de precisão, o que é bastante relevante, já que as tradicionais e dolorosas colonoscopias convencionais apresentam um grau de precisão de 98%.
Neste capítulo referente ao diagnóstico de doenças, numa outra investigação, desta vez realizada com diabéticos, os cientistas verificaram que 65% dos doentes disseram que os seus cães, treinados para o efeito, manifestavam uma reacção comportamental, tal como ladrar ou choramingar, quando os donos sofriam as perigosas baixas de açúcar no sangue - hipoglicemia -, levando o dono a procurar ajuda médica.

Por tudo isto, não é de estranhar que o cão seja considerado “o melhor amigo do homem”. E se no início da domesticação, o cão ajudava o homem na caça e na segurança das tribos, tendo em troca alimento e abrigo; a relação cresceu de tal modo que leva muitos especialistas a afirmar não existir registo de amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas.

Está mais do que comprovado que cães são ótimos companheiros para crianças: podem ajudá-las a desenvolver maior habilidade nas relações sociais, além de responsabilidade e respeito ao próximo. Agora, os pais têm mais uma razão para ceder aos encantos caninos.
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Epidemiologia do Helmholtz Centre, em Munique (Alemanha), sugere que, durante a infância, a exposição a bactérias contidas na pelagem dos cachorros pode estimular o desenvolvimento do sistema imunológico e evitar futuros problemas respiratórios como asma, rinite alérgica e eczemas.

Os cientistas acreditam que a imunidade deve aparecer somente quando as crianças estiverem mais velhas, pois, embora os seus exames de sangue tenham mostrado menor risco de desenvolver alergia, elas apresentaram tantos problemas respiratórios durante o estudo quanto crianças que não tinham cães.
até á próxima, 
ou como diz o lema da APCA "até á cura existe um cão"
ABAADV – Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual - Escola de Cães Guia para Cegos ÂNIMAS – Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social AAICA – Associação de Apoio à Informação a Cegos e Amblíopes APCA – Associação Portuguesa de Cães de Assistência

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

EXCETO CÃES DE ASSISTÊNCIA

Apesar da legislação ser bem clara, parece que ainda existe um grande desconhecimento quer por parte de operadores comerciais quer por parte do público em geral, assim, permitam-me trazer um pouco de luz aos seguidores do meu blog.

 Dec-Lei nº74/2007 de 27/03

O Decreto-Lei 118/99, de 14 de Abril, consagrou o direito de acesso das pessoas com deficiência visual acompanhadas de cães-guia a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público.

No entanto, a evolução das técnicas de treino e de proteção sanitária dos cães permitiu igualmente o treino de cães como meio auxiliar das pessoas com deficiência mental, orgânica e motora independentemente da limitação de atividade e participação que enfrentam, pelo que a referida legislação passou a ser manifestamente insuficiente para garantir o direito das pessoas com deficiência que pretendem utilizar cães como meio auxiliar da sua mobilidade, autonomia e segurança.

 Assim a lei decidiu alargar às pessoas com deficiência sensorial, mental, orgânica e motora e reconhece-se expressamente o direito de estes cidadãos acederem a locais, transportes e estabelecimentos públicos acompanhados de cães de assistência. Adota-se a terminologia harmonizada a nível nacional e internacional e passa-se a utilizar a designação mais lata de cão de assistência, por forma a abranger as várias categorias de cães de auxílio para pessoas com deficiência, nomeadamente os cães-guia, os cães para surdos e os cães de serviço.

Direito de acesso
As pessoas com deficiência têm direito a fazer-se acompanhar de cães de assistência no acesso a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público.

_ Para efeitos da aplicação do presente decreto-lei, considera-se cão de assistência o cão treinado ou em fase de treino para acompanhar, conduzir e auxiliar a pessoa com deficiência.

_ O conceito de cão de assistência abrange as seguintes categorias de cães:

a) Cão-guia, cão treinado ou em fase de treino para auxiliar pessoa com deficiência visual;
b) Cão para surdo, cão treinado ou em fase de treino para auxiliar pessoa com deficiência auditiva;
c) Cão de serviço, cão treinado ou em fase de treino para auxiliar pessoa com deficiência mental, orgânica ou motora.
 
O cão de assistência quando acompanhado por pessoa com deficiência ou treinador habilitado pode aceder a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público, designadamente:

a) Transportes públicos, nomeadamente aeronaves das transportadoras aéreas
nacionais, barcos, comboios, autocarros, carros elétricos, metropolitano e táxis;
b) Estabelecimentos escolares, públicos ou privados;
c) Centros de formação profissional ou de reabilitação;
d) Recintos desportivos de qualquer natureza, designadamente estádios, pavilhões gimnodesportivos, piscinas e outros;
e) Recintos de espetáculos e de divertimentos públicos, recintos de espetáculos de natureza artística e salas de jogo;
f) Edifícios dos serviços da administração pública central, regional e local,  incluindo os institutos públicos;
g) Estabelecimentos de saúde, públicos ou privados;
h) Locais de prestação de serviços abertos ao público em geral, tais como estabelecimentos bancários, seguradoras, correios e outros;
i) Estabelecimentos de comércio, incluindo centros comerciais, hipermercados e supermercados;
j) Estabelecimentos relacionados com a indústria da restauração e do turismo, incluindo restaurantes, cafetarias, casas de bebidas e outros abertos ao público;
l) Estabelecimentos de alojamento, como hotéis, residenciais, pensões e outros
similares;
m) Lares e casas de repouso;
n) Locais de lazer e de turismo em geral, como praias, parques de campismo, termas, jardins e outros;
o) Locais de emprego.

O direito de acesso não implica qualquer custo suplementar para a pessoa com deficiência e prevalece sobre quaisquer proibições ou limitações que contrariem o disposto no presente decreto-lei, ainda que assinaladas por placas ou outros sinais distintivos.
Nos casos em que as especiais características, natureza ou finalidades dos  locais o determinem, o direito de acesso a que se refere o artigo anterior poderá ser objeto de regulamentação que explicite o modo concreto do seu exercício.

Interdição ao acesso

_ O direito de acesso não pode ser exercido enquanto o animal apresentar sinais manifestos de doença, agressividade, falta de higiene, bem como de qualquer outra característica anormal susceptível de provocar receios fundados para a segurança e integridade física das pessoas ou dos animais, ou se comporte de forma a perturbar o normal funcionamento do local em causa.

Uso de açaimo

_ Os cães de assistência são dispensados do uso de açaimo funcional quando circulem na via ou lugar público.

Credenciação

O estatuto de cão de assistência só é reconhecido aos cães educados e treinados em estabelecimento idóneo e licenciado que utilize treinadores especificamente qualificados.
O Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., procede ao registo e divulgação dos estabelecimentos credenciados para o treino dos cães de assistência.
A certificação do treino do animal como cão de assistência é feita através da emissão de um cartão próprio e distintivo emitido por estabelecimento nacional ou internacional de treino de cães de assistência.
O cão de assistência deve transportar de modo bem visível o distintivo, que assumirá carácter oficial e que o identifica como tal. O estabelecimento credenciado para o treino de cães de assistência emite um cartão de identificação para as famílias de acolhimento e para os cães de assistência em treino.
O utilizador do cão de assistência deve comprovar, sempre que necessário, o seguinte:
a) Identificação do animal como cão de assistência, (distintivo próprio), sem prejuízo da restante legislação aplicável, nomeadamente a referente à proteção de animais de companhia (registo e Licença);
b) Cumprimento dos requisitos sanitários legalmente exigidos (Vacina e Chip);
c) Cumprimento das obrigações relativas ao seguro de responsabilidade civil.

Seguro de responsabilidade civil

A pessoa com deficiência zela pelo comportamento do animal, sendo responsável, nos termos previstos na lei geral, pelos danos que este venha a causar a terceiros.
O exercício dos direitos previstos depende da constituição prévia de um seguro de responsabilidade civil por danos causados a terceiros por cães de assistência.

Espero que com este post fique um pouco mais claro que a legislação hoje em dia refere-se a cães de assistência e salvo raras exceções os mesmos podem entrar em todo o lado desde que cumpram os requisitos previstos na Lei.

Até á próxima e bons treinos :)



Paulo Brissos

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A ascaridíase, conhecida como lombriga (ou bicha)

beijocao7
Ascaridíase, são vermes parasitas que se parecem com minhocas finas, infestam os nossos parques públicos. Os cães contraem oralmente, eles se reproduzem muito rapidamente, atingindo comprimentos de 14 cm e libertando ovos nas fezes de animais. Uma vez no chão, sobre o terreno, os ovos podem sobreviver por meses: se entramos em contacto com este solo, fazendo jardinagem por exemplo, e levarmos as mãos a boca, o contágio ocorre  num segundo.
Sintomas nos cães são através de vômitos e a presença de ovos nas fezes; nos humanos, os sintomas são: dor abdominalnáuseas e vômitos, até colecistite e hepatite.

Nunca é de mais ter cuidados e higiene máxima com os nossos amigos de quatro patas, pois por muita amizade e brincadeira, todo o cuidado e higiene nunca é demais, e agora com o verão á porta, brincadeiras na rua e nos parques tornam-se perigosos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O seu cão vomita no carro? Saiba o que pode fazer para o evitar.
      Vomitar no carro tanto acontece aos cães como a algumas pessoas, existe quem não aguente viagens de barco, outras de avião. Trata-se de um problema de extrema sensibilidade do sistema nervoso. A primeira coisa a fazer é não dar comida um pouco antes da viagem, mesmo não evitando totalmente os vómitos, será diminuída a probabilidade de acontecerem. Uma boa ventilação ajuda a reduzir os ataques, também já foi observado que os cães que podem olhar pelas janelas têm menos tendência a vomitar, evita-se por isso que se deitem no chão, o que aumenta a vontade de vomitarem. Os medicamentos usados por nós para evitar o enjoo também podem ser aplicados da mesma maneira nos cães, mas é aconselhável falar com o veterinário, para se determinar qual o medicamento e a relação quantidade/peso do cão.

      Quanto mais vezes viajarem, menos vezes vomitarão, passando numa fase, alguns, a babarem-se e gradualmente deixam de vomitar completamente.

      É conveniente parar de 4 em 4 horas, sensivelmente, para o cão poder dar uma volta, urinar e beber um pouco de água, mas em pouca quantidade.


vamos tentar publicar algumas dicas interessantes para o pessoal que gosta de cães :) aquele abraço